NOTÍCIAS PARA O ASSESSOR
Atualizações revelam negociações paralisadas em Islamabad, com violações ao cessar-fogo e escalada Israel-Hezbollah ameaçando mercados de commodities.
Por Henrique Soares, VMB Invest
Niterói (RJ), 12/04/2026, 11h25
A trégua de duas semanas entre EUA e Irã, iniciada em 8 de abril e mediada pelo Paquistão, entrou em colapso após negociações diretas em Islamabad terminarem sem acordo no dia 12. A delegação americana, liderada pelo vice-presidente JD Vance, conduziu mais de 20 horas de conversas, mas o Irã rejeitou exigências relacionadas à desnuclearização e ao monitoramento militar. Em resposta, os EUA sinalizam a possibilidade de bloqueio de portos iranianos a partir de 13/4.
Para assessores de investimentos, o cenário eleva a incerteza global: uma eventual retomada das hostilidades tende a pressionar commodities — especialmente petróleo — e reacender o ciclo de alta nos juros internacionais, com impactos diretos sobre ativos de risco e fluxos para mercados emergentes.
Gestores macro alertam: prolongamento gera estagflação, com inflação persistente e juros altos por mais tempo.
Os mercados globais oscilam com reatividade extrema a manchetes: alívio momentâneo em sinais de diálogo, seguido de aversão ao risco em falhas negociais.
No Brasil, o conflito agrava temores inflacionários, com importações de diesel e fertilizantes diretamente ameaçadas.